nunca se sabe o que nos pode passar pela cabeça

Vivo a procurar saber se estou vivo, se estou a sonhar, se vivo sonhando, ou se sonho vivendo. Não agito os comuns problemas existenciais do amor e da morte, apenas me coloco, sempre que posso, no lugar de observador. E, de certa maneira, sou quase feliz porque não pretendo sê-lo de qualquer maneira.
António José Costa Carneiro | Cria o teu cartão de visita

06/07/08

Procuro nas palavras



Procuro nas palavras
o caminho de regresso a ti
nas noites sem madrugada.

Quero falar contigo
dizer-te
simplesmente
que estou aqui.

Eu sei que o latido dos cães da cidade
cristaliza a noite na transparência do teu olhar
e tu não vês
o navio
que do meu peito parte
à descoberta
da foz do rio
que nasce no centro do teu corpo.

aj carneiro

05/07/08

Estou preso numa cela
















Estou preso numa cela

Nas trevas do pensamento

Minha paixão é luz de vela

Que tremula no firmamento



Por roubar sonho proibido

Ao fado que da vida herdei

Meu louco coração perdido

Não sabe que me encontrei



Sem me poder libertar

da lei que me condena

Sou culpado por te amar

e amar-te é a minha pena.




aj carneiro

28/06/08

Pescoço



Entre o teu pescoço e o ombro
Encontro o destino da minha boca,
O leito do meu rosto,
Onde repouso da jornada
Que empreendo pela tua pele.
Exploro com os lábios as orelhas,
Molhando-as com o desejo,
Mordendo-as ao de leve,
Tocando com a língua devagar.
Deslizo por ti
Pelo pescoço sensual
Que se me oferece
Que se abandona
que se arrepia a um sopro
Que eu saboreio
E sabe-me a paixão
E sabe-me a infinito.
Contemplo a verticalidade
do pescoço,
altar da minha devoção.
Suspiro.
Partem os lábios
do pescoço
para o resto do corpo
à descoberta dos teus sentidos.

aj carneiro

26/05/08

Pedaços













Pedaços


Pedaços das minhas emoções,
histórias de tempos sem lugar,
estilhaços de desejos perdições
Espalhados pela vida sem contar

canções que não soube compor
Destoaram na voz, não no alento,
E, leves como beijos de amor,
Lançados ao mundo no vento.

Fantasias puras e incompletas
esperam pelas palavras certas
E pelas viagens por cumprir.

fragmentos de alma inacabada,
esperam por nova madrugada,
e pelo sonho que os há-de unir.


aj carneiro

todas as histórias do mundo têm as suas origens nos mitos mais antigos da humanidade.

13/05/08

A vida sucede-se numa banalidade que desafia o sonho que nos sustenta a alma

A vida sucede-se numa banalidade que desafia o sonho que nos sustenta a alma; mas o sol regressa sempre num dia de inverno e a chuva pode cair num dia de verão.

Um castelo de sombras, pégadas na cidade que tem o rosto de uma mulher amada, surge por vezes como dor, outras vezes como consolo.

O destino dos amantes dissipa-se num longo rasto de imponderáveis circunstâncias e fragmentos de palavras desconstruídas que ouvimos ou proferimos na absoluta certeza da vacuidade do mundo.

As almas que amam reflectem-se na geometria do fluir temporal.

Esta é a minha deixa ao mundo que a mim nunca me deu o lamiré!

Julguem.me brandamente.

Tentei acender o farol do universo. Ofereci o meu corpo a Vénus.

aj carneiro

10/05/08

versos à solta

*

..deliciosa boca errante devagar vais abrindo-me a alma ao infinito...



...tu és a minha dona e senhora e eu sou teu servo por vontade.....



...inteiro em ti no ilimitado céu que me ofereces...





aj carneiro

05/05/08

Feliz aniversário

A cada segundo a vida se renova apresentando novas oportunidades. maravilhas para desfrutarmos.

Desejo que saiba transformar a sua viagem neste tempo numa contemplação admirável de tudo quanto é belo e importante e que o seu caminho seja sempre repleto de sucessos e felicidade!

Feliz aniversário

aj carneiro