nunca se sabe o que nos pode passar pela cabeça
Vivo a procurar saber se estou vivo, se estou a sonhar, se vivo sonhando, ou se sonho vivendo. Não agito os comuns problemas existenciais do amor e da morte, apenas me coloco, sempre que posso, no lugar de observador. E, de certa maneira, sou quase feliz porque não pretendo sê-lo de qualquer maneira.
António José Costa Carneiro | Cria o teu cartão de visita
António José Costa Carneiro | Cria o teu cartão de visita
Páginas
08/10/08
Eduardo Lourenço disse:
"Em principio, todo o português que sabe ler e escrever se acha apto para tudo, e o que é mais espantoso é que ninguém se espanta com isso"
Ditados
Em Março cada dia chove um pedaço.
Em Março tanto durmo como faço
Em Abril o cuco há-de vir.
Chovem trinta maios mas não chove em Junho.
Outubro quente traz diabo no ventre.
Sol de Inverno e chuva de Verão não me enganarão.
Vento Suão molha no Inverno e seca no Verão.
Quando os porcos bailam adivinham chuva.
Em Março tanto durmo como faço
Em Abril o cuco há-de vir.
Chovem trinta maios mas não chove em Junho.
Outubro quente traz diabo no ventre.
Sol de Inverno e chuva de Verão não me enganarão.
Vento Suão molha no Inverno e seca no Verão.
Quando os porcos bailam adivinham chuva.
24/09/08
memória pontualmente vazia
Quando passo os olhos pelo jornal diário, pela página de necrologia, e me concentro um pouco no desfilar pelas fotos dos falecidos, não sei porquê mas lembro-me sempre da minha professora de escola primária, a que me levou ao exame da 4ª classe e de quem eu nem sequer me lembro do rosto dela.
17/09/08
13/09/08
As pessoas não são o que elas pensam. Acham que são e depois ficam desapontadas.
Aprender a jogar fora o que não precisa.
Esvazie sua mente.
O que importa, este momento agora.
Às vezes é preciso enlouquecer para recuperar a sanidade.
Querendo viver com medo de cair.
Sempre tem alguma coisa acontecendo. Nada na vida é banal.
Não existe tristeza na morte, o triste é que a pessoas não aproveitam a vida.
Quando tiver medo use uma espada. Segure-a bem alto e corte todos os laços. Elimine todo o arrependimento e medo. Todo o resto vive no passado ou no futuro.
Um guerreiro não desiste daquilo que ama. Ele acha o amor naquilo que faz.
Um guerreiro não procura a perfeição ou a vitória ou invulnerabilidade, ele é totalmente vulnerável, é a sua única coragem.
A vida é uma escolha.
Um guerreiro age, só um tolo reage.
Não existe inicio nem chegada, só o caminho.
Quase toda a humanidade vive esse dilema. Se não tem o que quer a pessoa sofre, e se consegue, ainda assim vai sofrer.
Não pode entregar-se aos sonhos.
Aceite que não pode controlar o que acontece connosco.
Ser especial independentemente.
A vida é um mistério especialmente em relação a si mesmo.
Nada permanece imutável.
Paradoxo
Humor
Mudança
A felicidade está na jornada não no destino
Aqui, Agora, Este momento
Esvazie sua mente.
O que importa, este momento agora.
Às vezes é preciso enlouquecer para recuperar a sanidade.
Querendo viver com medo de cair.
Sempre tem alguma coisa acontecendo. Nada na vida é banal.
Não existe tristeza na morte, o triste é que a pessoas não aproveitam a vida.
Quando tiver medo use uma espada. Segure-a bem alto e corte todos os laços. Elimine todo o arrependimento e medo. Todo o resto vive no passado ou no futuro.
Um guerreiro não desiste daquilo que ama. Ele acha o amor naquilo que faz.
Um guerreiro não procura a perfeição ou a vitória ou invulnerabilidade, ele é totalmente vulnerável, é a sua única coragem.
A vida é uma escolha.
Um guerreiro age, só um tolo reage.
Não existe inicio nem chegada, só o caminho.
Quase toda a humanidade vive esse dilema. Se não tem o que quer a pessoa sofre, e se consegue, ainda assim vai sofrer.
Não pode entregar-se aos sonhos.
Aceite que não pode controlar o que acontece connosco.
Ser especial independentemente.
A vida é um mistério especialmente em relação a si mesmo.
Nada permanece imutável.
Paradoxo
Humor
Mudança
A felicidade está na jornada não no destino
Aqui, Agora, Este momento
12/09/08
destiny is the bridge you build to the one you love
01/09/08
31/08/08
O resto da beleza da tua obra é o espanto que nos fica nos olhos embaciados pelo prazer
aj carneiro
comentário a uma obra de arte de SB
De um desejo volátil ao mar imenso que fica no rosto
26/08/08
24/08/08
23/08/08
22/08/08
Zaralhice
zaralhice
(zaralho + -ice)
(zaralho + -ice)
s. f.
1. Mad. Qualidade de quem é zaralho.
2. Mad. Grande confusão. = caos, desordem ≠ arrumação, ordem
19/08/08
O homem é o espaço e o tempo (os outros animais são apenas espaço)
17/08/08
Quanto de ti, amor, me possuiu no abraço em que de penetrar-te me senti perdido no ter-te para sempre
Quanto de ti, Amor...
Quanto de ti, amor, me possuiu no abraço
em que de penetrar-te me senti perdido
no ter-te para sempre -
Quanto de ter-te me possui em tudo
o que eu deseje ou veja não pensando em ti
no abraço a que me entrego -
Quanto de entrega é como um rosto aberto,
sem olhos e sem boca, só expressão dorida
de quem é como a morte -
Quanto de morte recebi de ti,
na pura perda de possuir-te em vão
de amor que nos traiu -
Quanta traição existe em possuir-se a gente
sem conhecer que o corpo não conhece
mais que o sentir-se noutro -
Quanto sentir-te e me sentires não foi
senão o encontro eterno que nenhuma imagem
jamais separará -
Quanto de separados viveremos noutros
esse momento que nos mata para
quem não nos seja e só -
Quanto de solidão é este estar-se em tudo
como na auséncia indestrutível que
nos faz ser um no outro -
Quanto de ser-se ou se não ser o outro
é para sempre a única certeza
que nos confina em vida -
Quanto de vida consumimos pura
no horror e na miséria de, possuindo, sermos
a terra que outros pisam -
Oh meu amor, de ti, por ti, e para ti,
recebo gratamente como se recebe
não a morte ou a vida, mas a descoberta
de nada haver onde um de nós não esteja.
em que de penetrar-te me senti perdido
no ter-te para sempre -
Quanto de ter-te me possui em tudo
o que eu deseje ou veja não pensando em ti
no abraço a que me entrego -
Quanto de entrega é como um rosto aberto,
sem olhos e sem boca, só expressão dorida
de quem é como a morte -
Quanto de morte recebi de ti,
na pura perda de possuir-te em vão
de amor que nos traiu -
Quanta traição existe em possuir-se a gente
sem conhecer que o corpo não conhece
mais que o sentir-se noutro -
Quanto sentir-te e me sentires não foi
senão o encontro eterno que nenhuma imagem
jamais separará -
Quanto de separados viveremos noutros
esse momento que nos mata para
quem não nos seja e só -
Quanto de solidão é este estar-se em tudo
como na auséncia indestrutível que
nos faz ser um no outro -
Quanto de ser-se ou se não ser o outro
é para sempre a única certeza
que nos confina em vida -
Quanto de vida consumimos pura
no horror e na miséria de, possuindo, sermos
a terra que outros pisam -
Oh meu amor, de ti, por ti, e para ti,
recebo gratamente como se recebe
não a morte ou a vida, mas a descoberta
de nada haver onde um de nós não esteja.
Jorge de Sena
09/08/08
Vem para o meu mundo
Foi apenas um toque nas portas do teu amor
que me fez entrar além do sonho
onde vi que morava a minha imortalidade incorporada.
Foi o teu beijo do céu
que me mostrou a vida sem a fronteira final da paixão
onde jamais alguém esteve
e eu sonho atravessar contigo.
Vem amor para o meu mundo,
paralelo ao rio da solidão
onde aprendi a esconder os segredos amordaçados.
Preciso de ti
para me ensinares que as flores têm alma
e que sonhar é a realidade maior.
Abrirei as asas
para te abraçar na sombra dos nossos rostos
unidos no perfume do mar.
Vem para o meu mundo
Até lá,
á lua me entrego.
aj carneiro
01/08/08
Dar cor e alma às palavras onde procuro o teu rosto
aj carneiro
31/07/08
Nós e os nós
Nós e os Nós
As línguas dão o nó,
Atam-se nos céus das bocas,
desvenda-se a noite
nos corpos colantes
fugidos pelo gozo
á consciência em chama.
Diluída a pequena morte
no prazer da convulsão
acaba-se a húmida trama,
desatam-se os sexos,
escorre o amor pela cama.
aj carneiro
29/07/08
Apetece-me escrever as palavras todas
Ausentaste-me.
Apetece-me escrever as palavras todas, mas sei que silenciamos os mundos entre nós.
Penso no nosso primeiro beijo e atravesso todos os beijos até ao limite da sombra dos lençóis enrodilhados nas tuas pernas na última vez que estivemos juntos numa cama.
É magoado o ar que respiro quando estou fora de ti. Lembro-me como já fomos inteiros juntos, como ardíamos até à exaustão dos venenos enquanto me abrias o teu corpo, e fundíamos as línguas no interior das nossas bocas dissolventes.
Eu sei que as estrelas, testemunhas passivas da nossa paixão, cintilam agora, o silêncio da minha solidão que me queima os anos.
Eu sei que as árvores por onde os nossos corpos transpirados se abeiraram em amor esperam pelos incêndios que um dia as reduzirão a cinzas sem memória. Mas sei, também, que todas as vezes que te disse "AMO-TE" foi dito como nunca o havia sido por alguém e sempre te direi de modo igual enquanto os silêncios forem maiores do que a tua ausência.
aj carneiro
foto de Caamano Castro
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